2 de ago. de 2006

Catálogo Nacional dos Cursos Superiores de Tecnologia

"...o Ministério da Educação apresenta este Catálogo Nacional de Cursos Superiores de Tecnologia como um guia para referenciar estudantes, educadores, instituições ofertantes, sistemas e redes de ensino, entidades representativas de classes, empregadores e o público em geral."

Acesse o catálogo aqui

--
Douglas Daniel Del Frari
[...] um pouco sobre mim e minhas coisas...
http://douglas.frari.googlepages.com/

30 de jul. de 2006

Onde estão os nerds e geeks? O despreparo dos profissionais de TI no mercado.

O mercado de de tecnologia da informação está aquecido, mas emprego não está fácil.

Fonte original

A frase acima é aparentemente contraditória, mas é algo muito comum na área de informática. Por ser uma profissão nova e mutável, os conhecimentos de um profissional variam muito de uma pessoa para outra. Porém, um problema grave já foi detectado pelo RH de qualquer empresa que trabalha com tecnologia: os profissionais estão despreparados.

As empresas passaram a aplicar provas de conhecimento técnico, português e lógica. Um "vestibulinho". Resultado? Numa seleção com 1000 candidatos, 2 conseguiram vaga, com demanda de 14 vagas. Ou seja, nessa empresa, ainda existem mais de 10 empregos diretos, com benefícios, mas eles simplesmente não encontram os profissionais.

Um outra, logo após a análise do currículo aplica alguns testes:
- Uma redação curta, 15 minutos para ser escrita;
- Uma prova de lógica, matemática básica (porcentagem, regra de 3, raciocínio) e português (ortografia e concordância) em 30 min;
- Uma prova técnica geral, com algoritmos básicos de maior, menor, moda, seqüência Fibonacci, etc e SQL básico, envolvendo consultas em uma base de dados com 5 tabelas.
- Depois, uma prova de conhecimentos técnicos específicos para a vaga, tanto discursiva quanto objetiva. Exemplos de questões: "O que é uma máquina virtual Java e qual a vantagem dessa virtualização?" ou "Escreva em pseudo-código ou na sintaxe de uma linguagem de programação orientada a objetos, os comandos para conectar-se a uma base de dados, inserir nome e e-mail e fechar a conexão".

Conversando com profissionais de RH, nota-se que os candidatos erram muito em português, não conseguem fazer contas como 1/8 + 3/5 + 10%, escrevem mal (seje, menas, vc, mim ir, mim fazer, vou ir...), pecam em lógica, não conseguindo entender o próximo número de uma seqüência como 1, 1, 2, 3, 5, __. Uma pessoa que não possui domínio do idioma, provavelmente terá dificuldades em escrever um relatório e enviar para um cliente, por exemplo.
Em nível técnico, um desastre. Os recém-formados das faculdades anunciam que dominam Java, C++, Delphi e Orientação a Objetos. Não conseguem acertar uma única questão sobre os assuntos abordados.

Estou cada vez mais convencido que o Brasil não é a Índia... lá é muito melhor. Os indianos fizeram uma reforma curricular séria do ensino, que não envolve somente onde será investido mais dinheiro. Agora, centros de pesquisa de grandes empresas do mundo inteiro são atraídos para o país, antes, somente um exportador de mão de obra.

É triste constatar que nosso sistema de ensino está absolutamente falido e não há solução de curto prazo para isso. A Índia é considerada referência hoje mas iniciou os trabalhos no começo dos anos 80. E ainda demorou pouco mais de 10 anos para começar a ser reconhecida, nos anos 90. Ou seja, quando Tim Berners-Lee ensaiava o www, ela fazia reformas econômicas, focadas na educação e setor de alta tecnologia. Não há como discutir economia sem incluir educação na fórmula e mais de duas décadas depois temos o resultado atual.

E os indianos possuem um plano, como pode ser comprovado no artigo abaixo. Metas de exportação na área tecnológica, assim como planos para melhorar a qualidade da tecnologia desenvolvida. Foram tão bem sucedidos que já se discutem reformas no ensino dos EUA, pois os profissionais americanos têm sido considerados menos qualificados que eles.

Educação deve ser programa continuado de Estado e não de governo.

Para saber mais, recomendo os artigos abaixo:
Fontes: Can Information Technology Help Transform India?, A Decade of Economic Reforms in India: the Unfinished Agenda



--
Douglas Daniel Del Frari
[...] um pouco sobre mim e minhas coisas...
http://douglas.frari.googlepages.com/

26 de jul. de 2006

[News] Critica a política da Inclusão Digital e o mau uso dos recursos

Estudo encomendado pelo governo federal propõe gasto em 5 anos e critica a política atual e o mau uso dos recursos

por Maurício Moraes e Silva, fonte.

Falta uma política de inclusão digital no Brasil. Os ministérios não conversam entre si e alguns deles, sem saber, gastam recursos para fazer a mesma coisa. Também não existe articulação entre o poder público, empresas e organizações não-governamentais (ONGs). Parece até discurso da oposição, mas as críticas vêm de um estudo encomendado pelo governo federal, no ano passado, à consultoria BDO Trevisan.

Batizado de Macro Plano de Inclusão Digital, o trabalho faz um diagnóstico da situação atual no País e propõe um investimento de pelo menos R$ 12 bilhões, dentro de um período de cinco anos, para ampliar o acesso da população brasileira aos computadores. Apesar de o estudo ter caráter confidencial, um sumário com os principais pontos está disponível na página do Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), em http://www.serpro.gov.br/servicos/downloads/.

Os recursos seriam utilizados principalmente na informatização de 41 mil escolas públicas pela União, Estados e municípios e na construção de 14,7 mil telecentros. O plano também defende a ampliação de ações que privilegiem o acesso individual, como o programa Computador para Todos e o barateamento do acesso à internet. Campanhas de utilidade pública sobre o conceito de inclusão digital e sobre os projetos existentes complementariam esses esforços.

Especialistas ouvidos pelo Link – alguns deles inclusive foram entrevistados para a elaboração do documento – afirmaram que as análises feitas pela BDO Trevisan acertaram apenas no diagnóstico dos problemas. Eles avaliaram que as propostas feitas para corrigir as desigualdades no Brasil nessa área estão equivocadas, porque privilegiam idéias e conceitos totalmente ultrapassados.

Entre as críticas feitas pelo Macro Plano de Inclusão Digital está a falta de integração entre as iniciativas. "Não há coordenação clara e centralizada entre os diversos programas governamentais existentes, não havendo também um alinhamento com as iniciativas dos governos estaduais e municipais", diz um dos trechos do estudo. Na visão da consultoria, a correção desta falha poderia levar a um melhor aproveitamento dos recursos utilizados – volume considerado baixo em relação ao gasto de outros países.

O documento também destaca a falta de uma política nacional de inclusão digital e o baixo nível de cooperação entre o governo, o setor privado e o terceiro setor. Em outro ponto, identifica que a maioria das iniciativas prepara a população para lidar com computadores de modo superficial. "Além da grande sobreposição de programas de acesso coletivo sem o alcance de uma grande amplitude, há uma carência de programas significativos de capacitação e conteúdo", destaca outro trecho.

São propostas soluções principalmente de curto e médio prazos para diminuir a exclusão digital no País. De acordo com a análise da BDO Trevisan, a maior parte dos R$ 12 bilhões recomendados para um período de cinco anos deve ser investida nas escolas públicas, por meio do Programa Nacional de Informática na Educação (Proinfo). Até o ano passado, 14,9 mil estabelecimentos de ensino contavam com laboratório de informática.

Em 2005, foram reservados cerca de R$ 160 milhões para ações de inclusão digital nas escolas. O valor, segundo a BDO Trevisan, deveria ter um aumento radical. Passaria para R$ 1,7 bilhão no primeiro ano de ação do plano, cresceria para R$ 1,8 bilhão no ano seguinte, subiria para R$ 2 bilhões no terceiro ano, para R$ 2,1 bilhões no quarto ano e para R$ 2,4 bilhões no quinto ano – totalizando R$ 10 bilhões. Com isso, seria possível criar 41 mil laboratórios nas escolas e atingir, no último ano, 89% dos alunos da rede pública.

O dinheiro viria das três esferas de governo. A União tiraria a verba necessária do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) – que já conta com mais de R$ 3,5 bilhões retidos, mas que não podem ser utilizados por impasses legais – do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) e do Orçamento. Já os Estados e municípios teriam de aumentar seus gastos com educação em 6% para atingir a meta proposta pelo estudo.

De acordo com o Macro Plano, o investimento em telecentros deveria continuar estável pelos próximos cinco anos. Em 2005, o valor alocado (não necessariamente gasto) ficou em R$ 404 milhões. Se mantido em cerca de R$ 400 milhões por ano, pelos próximos cinco anos, seria possível abrir 14,7 mil novos telecentros e garantir acesso a 80% das pessoas que não têm computador no País.

Nesse caso, a quantia necessária – pouco mais de R$ 2 bilhões – viria do Orçamento das três esferas. Para chegar a esse valor, União, Estados e municípios teriam apenas de continuar a investir em telecentros o mesmo valor reservado para 2005 durante os próximos cinco anos.

A maior parte da verba seria usada para abertura de pontos de acesso nos municípios com mais de 50 mil habitantes. Em segundo lugar viriam as cidades com menor população e, em terceiro, os telecentros em zonas rurais e localidades muito afastadas – operados em parceria com ONGs.

Para aumentar o número de micros nas residências brasileiras, as sugestões incluem o aumento da isenção de impostos em itens como impressoras, modems e planos de acesso discado, além de subsídios especiais para professores. O programa Computador para Todos teria diferentes modelos de PC e haveria campanhas de esclarecimento sobre inclusão digital.

Clique aqui para ver o Infográfico




--
Douglas Daniel Del Frari
[...] um pouco sobre mim e minhas coisas...
http://douglas.frari.googlepages.com/